quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo que Deus dá é bom

Estudo 20- 1 Coríntios 14.1-19


(Sejamos zelosos em buscar o que Deus tem para nos dar)

Embora a gente saiba que os dons são distribuídos conforme apraz a Deus pelo Espírito, a própria Bíblia recomenda que devemos buscar os melhores dons.


Paulo explica porque o dom de profecia é mais importante e útil à igreja do que o dom de línguas; o dom de profecia abençoa toda a igreja, exortando, consolando e edificando (v.3).


Quem profetiza fala aos homens, edificando-os e ajudando-os na jornada cristã (v.5).


A palavra profética é profundamente útil, pois sempre estará alicerçada por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina (v.6).


No verso 12, Paulo usa uma palavra interessante (“progredir”) motivando os crentes a buscarem os melhores dons, visando prioritariamente a edificação do Corpo de Cristo, daí a necessidade da igreja se reunir em Pequenos Grupos gerando espaço para que todos profetizem uns aos outros trazendo assim edificação para o Corpo de Cristo.


O foco maior de Paulo era a edificação da igreja, por isso ele conclui: “Prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (v.19).


Por outro lado, o dom de língua tem o seu lugar de utilidade no Corpo, pois é o único dom de edificação pessoal, e tudo que Deus dá é bom. O dom de língua não é usado para falar para os homens, e sim a Deus em mistério. Ele serve para edificação pessoal (v.4); servirá para outros se houver interpretação (v.5).


Quem tem o dom de língua deve orar para que Deus lhe dê o dom de interpretação. Orar em língua é a oração realizada pelo Espírito Santo que habita em nós; a pessoa que fala se sente edificada no espírito, mas nossa mente não entende (v.14); se, porém, houver intérprete toda a igreja será edificada.


Que Deus nos dê a graça de pedirmos e usarmos os dons para edificação pessoal e coletiva. Amém.


PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. O que significa procurar com zelo os dons espirituais? (1 Co 14.1)
2. Por que o dom de profecia é tão recomendado por Paulo? (1 Co 14.2,3,5)
3. A profecia serve para que? (1 Co 14.3) Comente.
4. O que Paulo preferia mais? (1 Co 14.19)
5. O dom de língua deve ser rejeitado? (1 Co 14.5,18)
6. O dom de língua é útil em que situação? (1 Co 14.4,5,14,17)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Importância do Amor na Vida da Igreja

Estudo 19 - 1 Coríntios 13.1-13

A Bíblia nos ensina que o amor é o dom supremo que deve ser vivido na igreja, até porque Deus é amor, e quando se ama a presença e glória de Deus é quase palpável no meio da congregação.


Nenhum dom, serviço ou ministério tem valor se o amor não estiver presente nessas ministrações; até um bom dia, se dito com amor, de bom coração, será de grande valor para quem desejamos. As boas palavras têm o poder de abençoar. Muitos falam de amor, dizem que amam, mas a Bíblia faz questão de mostrar as características do verdadeiro amor (vv. 4-7). “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”


O amor é um dom supremo; ele pode sim ser vivido, pois Deus nos amou primeiro e usou todas essas características para conosco; por isso, agora podemos amar também.


Deus não nos manda fazer algo que Ele não tenha feito primeiro por nós mesmos.


Nós não somente temos provado do Seu grande amor, perdoador, restaurador e benigno, mas Ele mesmo nos capacita pelo Seu Espírito a fazermos o mesmo com o nosso próximo.


O amor também lança fora todo medo; o medo tem sido um instrumento paralisador do fluir da benção de Deus para o mundo perdido.


A igreja que se dispõe a amar de maneira prática agrega, restaura, edifica, multiplica e muda o contexto para melhor em sua volta. Nós fomos gerados para sermos esperança, sal e luz para este mundo.


A Bíblia também nos ensina que (v. 8): “O amor jamais acaba”. Esse dom é um dom permanente de Deus para a Sua Igreja, em todas as gerações.


Feliz da igreja que permite o fluir desse dom em seus relacionamentos interpessoais. Deus será percebido no meio do Seu povo, e muitos desejarão se aproximar para provarem em sua existência esse dom eterno, que só o povo de Deus pode dar.


Almeje de todo o coração assim viver, nos Grupos Familiares, Departamentos e Ministérios. Deus será honrado e nós provaremos o melhor desta terra. Que Deus assim nos abençoe.


PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. Que caminho sobremodo excelente é esse de que Paulo fala? (1 Co 12.31)
2. Eu posso distribuir todos os meus bens e não amar? (1 Co 13.3)
3. Quais são as características do amor? (1 Co 13.4-7) Comente.
4. Qual é o dom que jamais acaba? (1 Co 13.8)
5. Por que o dom do amor para muitos já acabou? Comente.
6. Quando “O Perfeito” (Reino de Deus) chegar o que vai permanecer? (1 Co 13.8-13)
7. Em que área do amor você deseja crescer mais? (1 Co 13.4-7)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Igreja reformada sempre reformando

Estudo 18 1 Cor. 12:12-31

Somos por herança uma igreja reformada, onde a Palavra deixou de ser exclusiva do clero para ser do povo de Deus (Seu Corpo aqui na terra).


Essa foi a grande contribuição de Lutero, o Reformador, que traduziu a Bíblia para a língua do povo (alemão), propiciando a todos o acesso à revelação Divina.


A segunda Reforma, tão importante quanto a primeira citada, é descentralizar o ministério do clero para todo o povo de Deus.


O trabalho dos Grupos Familiares, Pequenos Grupos ou Células é exatamente esse: repartir o sacerdócio com o povo, afinal de contas Deus nos gerou em Cristo para sermos uma nação sacerdotal, onde todos foram chamados para servir, chamados e capacitados pelo próprio Deus, repartindo dons, talentos e serviços, como vimos no estudo anterior.


Hoje essa visão será fortalecida, pois a Palavra de Deus nos ensina que pelo Espírito Santo todos nós fomos inseridos pelo Batismo no Corpo de Cristo (vv.12-13).


Deus soberanamente “dispôs os membros, colocando cada um deles no Corpo como lhe aprouve” (v.18) visando o bem estar de todo o Corpo. Todos os membros são úteis e dignos diante de Deus. A ênfase para se obter saúde plena é a cooperação de cada parte.


Uma armadilha que pode recair sobre nós é a preocupação com títulos ou cargos para servir, quando ficamos enciumados por outros estarem servindo naquela área, pois cada um dará conta de si a Deus; não podemos fechar a porta do servir, pois a Obra é muito grande e urgente. É Deus que move e chama pessoas para servir. Devemos nos alegrar com o Corpo todo servindo, pois há uma Cabeça que comanda: Nosso Senhor Jesus Cristo (v.25).


Deus, em Sua infinita misericórdia, dispôs os membros do Corpo com funções diferentes para ajudar o próprio Corpo e capacitá-lo assim para a Obra que o Senhor deseja realizar no mundo.


Quanto mais saudável e harmonizado o Corpo estiver, mais eficaz será o crescimento do Reino de Deus na terra, em particular na IPF.


Paulo, no verso 28, relata uma lista de funções e dons estabelecidos por Deus na igreja e, no final, desafia cada membro a “procurar com zelo os melhores dons” (v.31).


Mesmo sabendo que os dons são dados soberanamente por Deus a quem quer, ele nos desafia a procurar e pedir o que achamos que é o melhor para a nossa vivência.


Deus nos tem chamado para uma gloriosa missão no mundo, mas em contra partida tem repartido com Sua Igreja Seus dons que nos capacitam na execução da Obra. Glória a Deus pelos Seus dons inefáveis. Amém.


Pr. Marcos Braga


PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. O que somos em Cristo Jesus? (1 Co 12.12-13)
2. Deus faz acepção de pessoas? (1 Co 12.13)
3. Existe alguma parte no Corpo de Cristo nula ou desnecessária? (1 Co 12.18-22)
4. Com que propósito Deus honrou mais a uns do que a outros? (1 Co 12.24-25)
5. Qual é o propósito de Deus em dar os dons?
6. O propósito de ser solidário, do verso 26, tem sido vivido no Grupo e na Igreja? (1 Co 12.26)
7. Que dom eu devo buscar hoje visando o melhor desempenho da IPF? (1 Co 12.27-31). Compartilhe no Grupo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Despertar Espiritual

Estudo 17

1 Coríntios 12.1-11

Estamos vivendo mais um evento especial em nossa amada Igreja, chamado “Despertar Espiritual”, com pregações do Rev. Halley Franco Pereira, da Igreja Presbiteriana de Candeias, em Recife.

Providencialmente, estaremos estudando o mesmo tema do nosso “Despertar Espiritual” nos Grupos Familiares, pois Paulo chama a atenção da igreja de Corinto sobre o valor de agirmos na igreja de acordo com o mover do Espírito Santo, com os dons, serviços e realizações (v. 4 a 6).

De acordo com o Dicionário Grego de Taylor, a raiz dessas palavras significa:

KARISMA (dom, dote): São dons extraordinários que distinguem certos cristãos dando-lhes o poder de servir à igreja de Cristo, sendo esse poder e estes dons o resultado da graça divina nas suas almas.

DIAKONIA (serviços): Servo, servir, socorro, distribuição de comida.

EMERGÊ (realizações): Opero, operação, atividade de força e poder sobrenatural (eficaz).

Tudo isso foi dispensado (dado) à igreja como graça de Deus, com o único objetivo de capacitá-la para a grande Obra que Deus espera que façamos aqui na terra. Sem a ajuda do Espírito Santo a Obra de Deus não terá nenhum proveito, pois a Palavra de Deus diz, no v. 7 do texto que estamos estudando: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”.

Seria injusto da parte de Deus confiar a nós uma missão tão árdua, principalmente nos dias tão difíceis em que vivemos, e tirar da igreja a capacitação sobrenatural para realizá-la, pois o homem sozinho, sem a ajuda de Deus, nada pode fazer.

Tudo que Deus dá é bom, nada deve ser recusado; o que devemos recusar é a manifestação do velho homem, de idolatria e de incredulidade (v. 2).

Deus espera que Sua Igreja continue agindo de maneira plena, com todo o corpo em pleno funcionamento, como se espera de um corpo saudável.

Todos os dons são úteis e necessários ao bom funcionamento e desempenho da igreja. Os falsos dons não devem gerar em nós uma rejeição pelos autênticos, pois assim podemos rejeitar o verdadeiro, incorrendo num erro grave diante de Deus. Nessa hora, a prudência e o discernimento espiritual são profundamente necessários para não nos encontrarmos lutando contra Deus. Ore e peça discernimento ao Senhor. A obra que não é de Deus por si só se acabará, não prosperará.

Paulo, o Apóstolo, depois de relacionar 9 dons (vv. 8 a 10) para a igreja de Corinto, diz: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas cousas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um individualmente”.

Deus é soberano e distribui como lhe apraz. Quem somos nós para rejeitarmos aquilo que Deus soberanamente faz! Cabe a nós agradecermos a Deus o Seu inefável dom em Cristo Jesus, por meio do Seu Espírito, que age hoje soberanamente em nós, Sua Igreja.

Ser sensível a Deus, vivendo Seu propósito para nós como parte do Corpo de Cristo e exercendo pela fé os dons e talentos que Ele nos deu, é o melhor que podemos fazer como servos de Cristo que somos.

Que Deus nos dê a graça de nos encontrarmos agindo assim em sua gloriosa vinda, ou quando Ele nos chamar. Amém.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO

1. Sobre o assunto dos dons espirituais, o que Deus não deseja que sejamos? (1 Co 12.1)
2. Antes de nossa conversão por quem éramos guiados? (1 Co 12.2) Comente sua experiência.
3. O que significa chamar Jesus de Senhor? (1 Co 12.3)
4. Veja novamente, na Palavra Pastoral, a explicação para os termos dons, serviços e realizações.
5. Os dons são necessários para os dias de hoje? (1 Co 12.8-10)
6. Devemos, ou não, procurar os dons? (1 Co 12.11,31; 14.1)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Ceia e o Nosso Compromisso como Corpo de Cristo

Grupo Familiar - Estudo 16

1 Coríntios 11.17-34

A Ceia do Senhor é o momento de fortalecimento coletivo do povo de Deus, entendendo que somos um só corpo com Cristo e profundamente comprometido com Ele no avanço do Seu Reino na terra.


Quem se fortalece deve se fortalecer para cumprir o Santo Propósito do Senhor Jesus; daí o cuidado de Paulo em orientar o povo na participação do sacramento.


Foi Jesus que transformou a Páscoa em Santa Ceia. A Páscoa foi a última refeição feita pelos judeus no Egito antes da saída para a liberdade. Essa comida representava o alimento necessário e suficiente para a santa peregrinação de vitória, e deveria ser sem fermento, ou seja, sem a doutrina errada dos outros povos. Deus deveria ser o único alimento e tempero para o povo da promessa.


No momento da comunhão com Seus discípulos Jesus transformou a ministração da Páscoa em Santa Ceia e, como sinal da Nova Aliança, estabeleceu o batismo, firmando-se assim os dois sacramentos oficiais das igrejas evangélicas.


Paulo repreendeu a igreja de Corinto por não levar muito a sério esse sacramento, participando levianamente, sem esperar os outros irmãos que participariam, e se excedendo tanto no comer como no beber ao ponto de se embriagarem com o vinho da Ceia; não estavam discernindo o propósito do sacramento e assim difamando o Evangelho de Jesus.


Paulo exorta a igreja por esse mau comportamento (v.17), fazendo ver que algumas doenças e até mesmo morte já tinham ocorrido por serem levianos para com a Ceia de Deus (v.30).


Deus ama o Seu Corpo, que é a Igreja, e deseja que tenhamos o mesmo sentimento.


Ore pelo seu irmão, aceite seu irmão mesmo tendo gosto diferente do seu, pois em Cristo somos uma unidade na adversidade. A beleza está na diversidade, na riqueza dos diferentes, que têm um só coração de amor e serviço para com Deus.


Que o Senhor nos faça entender e viver tal mistério em Sua Casa, para a glória de Deus. Amém.


PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. O que entristecia o coração de Paulo na vivência da igreja de Corinto? (1 Co 11.17-18)
2. Por que Paulo diz: “é bom (importa) que haja partidos”? (1 Co 11.19)
3. Quem deve participar da Ceia do Senhor?
4. O que quer dizer “sem discernir o corpo”? (1 Co 11.29)
5. Quem deve julgar os que participam da Ceia do Senhor? (1 Co 11.28,31)
6. A seu ver, disciplina é algo benéfico para a igreja? (1 Co 11.32)
7. O que a Ceia representa para você?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Uso do Véu na Igreja

Grupo Familiar - Estudo 15

1 Coríntios 11.1-16

O texto bíblico em nossa sequência de estudos na Epístola de 1 Coríntios fala de dois assuntos: o uso do véu na igreja e instruções de como devemos participar da Ceia do Senhor.


Hoje nos deteremos na primeira parte: “o véu e o seu uso na igreja de Cristo”.


Paulo louva a Deus pelos irmãos de Corinto, pela confiança e credibilidade que eles depositavam em seu ministério, pedindo conselhos sobre assuntos polêmicos e difíceis de serem tratados, como o uso do véu (v.2).


Paulo mostra que o uso do véu é um símbolo dentro da cultura de sua época para revelar um princípio de autoridade (v.10). O assunto central é sobre quem tem autoridade espiritual de orar e profetizar.


Deus trabalha por meio de hierarquias estabelecidas por Ele mesmo, onde “Cristo é o cabeça de todo homem, e o homem é o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo” (1 Co 11.3).


Jesus compartilhou a Sua autoridade para Seus discípulos; o homem, portanto, está diretamente debaixo da autoridade de Cristo como Senhor da Igreja. A mulher, segundo esse princípio de Deus, deve agir debaixo da autoridade do homem e, como sinal dessa delegação dentro da cultura da época, deveria usar o véu. Elas usavam para demonstrar que agiam debaixo da autoridade de um líder varão.


Somos, portanto, um corpo hierárquico diante de Deus, e não devemos atropelar esse princípio.


Paulo mostra também que o cabelo da mulher lhe foi dado em lugar de mantilha (pequeno véu) (v.15). Deus, com relação à mulher, já lhe proporcionou naturalmente pelo cabelo um sinal glorioso de distinção, diante inclusive dos anjos (v.10).


Outro fato que Paulo explica é que esse assunto não deve ser motivo de contendas (v.16).


A Bíblia de Genebra, em seu comentário de rodapé nesse texto em questão, lembra que “Paulo não diz que esse costume de usar o véu deve ser seguido em todos os lugares e em todos os tempos”.


Creio que a lição maior aqui é que as mulheres devam agir, sim, debaixo da autoridade dos homens que Deus levantou sobre suas vidas, e os homens devem agir, sim, debaixo da autoridade de Cristo como cabeça da Igreja, para que haja harmonia, paz e bom desempenho na Obra que Deus nos confiou como Corpo Vivo de Cristo na terra.


Que Deus nos dê a graça de assim vivermos.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO
1. Por quais motivos Paulo, mais uma vez, louva os coríntios? (1 Co 11.2)
2. O que Paulo deseja que a igreja saiba? (1 Co 11.3)
3. A quem Deus cobra a autoridade delegada? (Gn 3.8-9)
4. Por que o homem não precisa usar véu? (1 Co 11.7)
5. O que o versículo 10 de 1 Coríntios 11 está afirmando?
6. O que o versículo 15 de 1 Coríntios 11 está revelando?
7. Devemos brigar por isso? (1 Co 11.16)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma Vida Inteira na Presença de Deus

Grupo Familiar - Estudo 14

1 Coríntios 10.14-22

Deus não divide Sua glória com ninguém. Ele, e somente Ele, é suficiente para o Seu povo. Deus é Deus zeloso, bom, supridor, restaurador e único. O homem não precisa recorrer a mais nada para ser satisfeito e pleno em seu espírito. Por outro lado, Deus não reparte Sua glória com ninguém; qualquer coisa que roube a glória devida somente a Ele é idolatria.


Paulo revela o cuidado que devemos ter, como crentes no Senhor Jesus, para não sermos idólatras. Ele diz: “Fugi da idolatria.” (v.14). Na história de Israel quase todo sofrimento estava ligado a um tipo de idolatria praticada pelo povo. Hoje, muitos idolatram o dinheiro, sua própria imagem (narcisismo), outros idolatram os animais. Até a Lei brasileira tem esses equívocos, pois se um caçador for flagrado matando um animal da nossa fauna será preso sem direito a fiança, enquanto milhares de jovens têm suas vidas ceifadas e quase nada se faz para diminuir tal incidência.


Tudo que temos e somos foi dado pelo Senhor; a Ele, pois, é devida toda a glória, amor e serviço.


Vejamos alguns aspectos:
- A comunhão com Deus foi comprada somente por Jesus com Seu sangue (v.16a).
- O pão que partimos representa a comunhão que temos no Corpo único de Cristo (v.16b,17).
- Um corpo não pode ter duas personalidades: somos do Senhor e não dos demônios. Sendo assim, quem é idólatra estará servindo a demônios (v.20).
- Uma vida dividida é uma vida morna, nem é quente nem é fria, e, se permanecer assim, Deus a vomitará (AP 3.16).
- Quando falo de “uma vida inteira...” falo de integridade, falo de consagração total e exclusiva a Deus como Senhor.
- Um soldado não luta em dois exércitos, pois se agir assim será considerado traidor de ambos.
- Como admitir um cristão participar da Casa de Deus e frequentar o Espiritismo? Confiar em horóscopo ou cartomante? Acreditar em crendices populares, renegando a Revelação Bíblica do Senhor?


Todos deveriam pertencer somente ao Senhor pela criação, e hoje somos do Senhor pelo resgate em Cristo Jesus. A ele, e somente a Ele, toda glória, louvor, honra e serviço cristão.


Que Deus nos dê a graça de sermos encontrados assim.


PERGUNTAS PARA REFLEXÃO

1. O que é para você IDOLATRIA?

2. Que postura eu devo ter com relação à idolatria? (1 Co 10.14)

3. Como igreja, participamos de um único Pão. Que Pão é esse? (1 Co 10.16-17)

4. A idolatria está ligada a que? (1 Co 10.19-20)

5. Veja a explicação do salmista sobre idolatria: Salmo 115.1-11.

6. Veja o que a Lei diz a respeito da idolatria: Êxodo 20.4-6.